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"A vida, a noite, as festas, tudo continua igual. O mesmo fedor de cigarro no cabelo, o mesmo homem bonito me olhando de longe, o mesmo homem bonito que, quando chega perto e abre a boca, eu gostaria que tivesse permanecido longe. O mesmo ânimo em pertencer, a mesma alegria em comemorar, a mesma festa em se encontrar. Mas ninguém sabe exatamente ao que pertence, o que comemora e muito menos o que encontra." - Tati Bernardi.
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"Às vezes também eu penso que sim, que é por nossa causa, outras vezes acho que estamos todos doidos, um planeta que anda à volta duma estrela, a girar, a girar, ora dia, ora noite, ora frio, ora calor, e um espaço quase vazio onda há coisas gigantescas que não têm outro nome a não ser o que lhe damos, e um tempo que ninguém sabe verdadeiramente o que seja, isto tudo também tem de ser coisa de doidos." - José Saramago.
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"Andava, andava e me sentia cada vez pior. Talvez porque eu ainda estivesse lá, ao invés de voltar pra casa. Eu estava prolongando a agonia. Que espécie de merda era eu? Um sujeito capaz de armar jogadas bem malévolas e alucinadas. E qual a razão? Até quando eu ia ficar dizendo que era apenas uma pesquisa, um simples estudo sobre as mulheres? Eu estava era deixando as coisas acontecerem sem me preocupar muito com elas. Eu não tinha nenhuma consideração por nada além do meu prazerzinho barato e egoísta. Eu parecia um ginasiano mimado. Eu era pior que qualquer puta; uma puta só toma o seu dinheiro, nada mais. Eu bagunçava vidas e almas como se fossem brinquedos. Como é que eu ainda escrevia poemas? Eu era feito de quê, afinal? Eu era um marquês de Sade pangaré, sem o gênio dele. Qualquer assassino era mais sincero e honesto que eu. Ou um estuprador. Não queria botar minha alma em jogo, não queria vê-la exposta a deboches, sacanagens. Sabia muito bem disso tudo. Eu não prestava, essa era a verdade. Podia sentir isso, andando de lá pra cá no tapete. Não prestava. E o pior é que eu passava pelo contrário do que era: um bom sujeito. Eu entrava na vida dos outros porque eles confiavam em mim. Eu aprontava as minhas cagadas com a maior facilidade. Eu estava escrevendo a história de amor de uma hiena." - Charles Bukowski.
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"Espero que um dia você me veja como eu te vejo: não só com os olhos." - Junior Lima.
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"A princípio, o que me chamou atenção foi esse teu olhar risonho que diz coisas que de outra forma seriam indizíveis; mas, depois de algum tempo, passei a não conseguir mais te resumir em particularidades: Tudo em você é assim, difícil de não admirar, demasiadamente complexo de sintetizar. Há tanto o que se falar e há tantos motivos para se calar que já não raciocino direito, e você não sabe fazer nada além de me olhar com essa cara de quem não sabe o que causa em mim enquanto me perco nessa via de mão dupla engarrafada pelo tráfego de dúvidas que buzinam sem parar. Há tanto para ouvir de você e há tanto para fingir que não tens nada a dizer que resolvi (não foi bem uma resolução, mas assim o chamo para tentar me sentir menos inútil) me manter distante, só para não sofrer com o seu repertório indigno de desculpas, usadas também por aqueles que não sabem bem que porra estão querendo fazer com a paixão que arde, que queima, que mata a razão, que trucida tudo e todos que vê pelo caminho. Há tanto para fazer e há tanto medo de não saber como fazer tudo o que queremos que ficamos assim: paralisados, à mercê de um destino que não existe." - Junior Lima.
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r-e-p-e-n-s-4-r disse: Cara , eu realmente amo isso aqui !!

Muito obrigado, mesmo!

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"A prática da superstição é tão congenial à multidão que, se as pessoas são forçadas a despertar, elas ainda lamentam a perda de sua visão prazerosa. O seu amor ao maravilhoso e ao sobrenatural, a sua curiosidade em relação a acontecimentos futuros e a sua forte propensão a colocar as suas esperanças e medos além dos limites do mundo visível foram as principais causas que favoreceram o estabelecimento do politeísmo. É tão premente no povo a necessidade de acreditar em alguma coisa que a queda de qualquer sistema mitológico será muito provavelmente seguida pela introdução de algum outro modo de superstição." - Carl Sagan.
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"E vocês sabem o que é um sonhador, cavalheiros? É um pecado personificado, uma tragédia misteriosa, escura e selvagem, com todos os seus horrores frenéticos, catástrofes, devaneios e fins infelizes… um sonhador é sempre um tipo difícil de pessoa porque ele é enormemente imprevisível: umas vezes muito alegre, às vezes muito triste, às vezes rude, noutras muito compreensivo e enternecedor, num momento um egoísta e noutro capaz dos mais honoráveis sentimentos… não é uma vida assim uma tragédia? Não é isto um pecado, um horror? Não é uma caricatura? E não somos todos mais ou menos sonhadores?" - Fiódor Dostoiévski.
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"Existem coisas piores que estar sozinho, mas geralmente leva décadas para entender isso e quase sempre quando você entende é tarde demais. E não há nada pior que tarde demais." - Charles Bukowski.
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"Ela puxou uma cadeira e começou a falar. E como falava. Se fosse uma esfinge, ia falar, se fosse uma pedra, ia falar. Quando é que ela vai se cansar e sair, fiquei pensando. Mesmo quando parei de escutar, era como se eu estivesse sendo bombardeado com minúsculas bolinhas de pingue-pongue. Ela não tinha nenhuma noção do tempo e não se tocava que podia estar incomodando. Ela falava, falava." - Charles Bukowski. 
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"Quantas vezes me aconteceu de, por exemplo, ofender-me por algum motivo, de propósito; e às vezes sabia que me ofendera por nada, fazia de conta, mas acabaria chegando ao ponto de, no final, realmente e de fato me ofender. Por toda a minha vida eu me sentira tentado a fazer dessas coisas, de maneira que acabei perdendo o controle sobre mim mesmo. Uma vez quis me apaixonar à força; até duas vezes. E sofri, senhores, garanto-lhes. No fundi de minha alma, não acreditava que estava sofrendo, parecia surgir um gracejo, mas mesmo assim sofria, e ainda por cima de uma maneira verdadeira, autêntica; sentia ciúmes, saía de mim… E tudo por conta do tédio, meus senhores, tudo por conta do tédio; a inércia me esmagava. Pois o fruto direto, legítimo e imediato da consciência é a inércia, ou seja, o ficar conscientemente de braços cruzados." - Fiódor Dostoiévski.
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"Eu a trato mal porque não sei o que fazer com tudo isso que eu quero saber sobre ela. Porque quando ela vai embora, desaparece, e eu não fico sabendo por onde anda, minha vida é só um quarto vazio com a lâmpada queimada e o barulho de uns carros passando lá fora." - Gabito Nunes.
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